Novos postadores.

Procuro novos membros para a equipe Tenebrae, para aqueles que estiverem interessados basta entrar em contato comigo (Filipe Tenebrae), seja por comentários no blog ou mesmo por msn (s.o.a.d._dead@hotmail.com) espero que estejam gostando dos posts abraços.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dream

O relógio marcava 20:00 quando os poucos moradores que se encontravam na praça da cidade presenciaram um enorme caminhão negro entrar na cidade, nele havia um cartaz preso com o desenho de duas máscaras teatrais, uma sorrindo e outra triste, todos correm em volta do caminhão para descobrir do que se tratava, pois fazia muito tempo que não passava um circo ou qualquer outra atração pela pacata cidade, eles param na praça e um garoto sai da porta de trás já anunciando: "Boa noite a todos, é com grande prazer que vos apresento o teatro Dream, iremos nos apresentar no galpão da praça e estão todos convidados a comparecer, não faltem!", ele entra novamente e o caminhão sai em direção do galpão, demorou alguns dias para ser montada a estrutura do teatro e este era o assunto da população, todos queriam conhecer o magnífico Dream.
O teatro se iria fazer uma unica apresentação no sábado a noite, todos os moradores marcaram de ir, nem as lojas abriram neste dia para presenciar o teatro Dream, passa a semana e chega a esperada hora, platéia lotada e todos ansiosos, de repente as luzes se apagam! ouvisse choro de crianças que se assustaram, então um único flash no centro do palco passa cortando a escuridão fazendo todos ficarem atentos, eis que surge um rapaz, usando uma máscara teatral semelhante a do caminhão, esta que ele usa estava triste, ele faz uma espécie de dança por alguns minutos quando entra em cena uma bela jovem, ele senta no centro do palco e a luz se foca nela, deixando o outro garoto na escuridão, ela começa a cantar uma linda canção mas que ninguém compreendia, surge em cena 3 homens, eles usavam roupas negras e máscaras diferentes, estas representavam uma espécie de demônio ou algo parecido, eles começam a cercar a bela moça e gritar até que sua voz não seja mais escutada, e ela fique apavorada, um deles salta nela a derrubando, ela tenta se soltar, e nisso surge uma voz de um tom perfeito, era uma voz feminina, que dizia: "e assim ela foi induzida pelos demônios para que caísse no mundo de pecados, e pelos pecados ela foi consumida", nisso a moça da um grito de dor, o público aflito se surpreende com a realidade da atuação, as 3 criaturas ficam em cima da moça que tinha seu corpo estirado no palco, e após alguns minutos de uma espécie de tortura eles a arrastam para trás da cortina, ficando somente um dos homens máscarados...

Depois disso ouve mais algumas canções e algumas apresentações de dança com espadas, e assim se encerrou a teatro, alguns saíram sorrindo de alegria tamanha grandeza que foi a peça, outros já saíram meio tensos devido a cena da moça, aos poucos o palco ia sendo desmontado e em alguns dias já estavam prontos para partir, quando o caminhão se dirigia até a saída da cidade eles param na praça, o garoto que antes havia anunciado o espetáculo desce e vai em direção de uma garota, ele diz: "Olá bela jovem, vejo que tens uma aparência excepcionalmente bela, já pensou em atuar em teatros?", não gaguejava ela, "mas então esta é sua oportunidade minha querida, gostaria de atuar com os Dreams?", esta pergunta entrou em seus fundos chegando ao fundo de sua alma causando um leve arrepio, ela não gostou muito da idéia de se afastar de sua família, mas parecia que algo a obrigava a dizer sim, então assim ela aceitou o convite, após viajar certo tempo eles chegam até outra cidade,neste curto tempo a nova atriz treinou sua atuação e sua voz junto das outras garotas, e então chega o grande dia de sua primeira apresentação, ela está atrás do palco ansiosa, está tremendo de medo do palco, mas também sente que fará um belo trabalho, chegou a sua hora!, a cortina se abre e ela da dois passos em frente, a luz acerta seus delicados olhos que antes estavam na escuridão, ela mesmo com este desconforto começa seu número, já com sua voz muito bem treinada ela surpreende o público, é nesta hora que as criaturas demoníacas entram em cena, eles começam a gritar,e ela pensa em simplesmente diminuir seu tom de voz, mas ela sente um dor intensa em sua cabeça, sentia que seus ouvidos fossem explodir, ela coloca as duas mãos sobre suas orelhas e se ajoelha tamanho a dor que sentia, um dos homens salta a derrubando, uma longa e gelada gota de suor escorria por sua espinha a fazendo se arrepiar, nunca se sentiu daquela maneira, o homem levanta a sua máscara revelando sua boca, ele da um sorriso para ela revelando seus caninos que eram pontiagudos, ele a morde no braço causando uma dor incrivelmente grande, ela sente uma tontura, está a ponto de desmaiar, é nesta hora que os outros dois homens saltam sobre ela e a mordem também, um em seu ombro e o outro em seu pulso, neste momento ela perde a força no corpo e sente como se sua alma fosse retirada do corpo, após a dor ela sente um êxtase no seu corpo, ela lentamente vai perdendo os seus cinco sentidos até finalmente dormir, e assim o teatro segue normalmente, os pais da garota nunca mais ouviram notícias de sua filha, enquanto saiam da cidade o caminhão para, e o garoto desce e grita, "Ei! bela moça, já pensou em ser atriz?"

Exploração

Uma empresa que trabalhava com história e pesquisas estava trabalhando em algumas ruínas de uma pequena cidade do interior do Rio grande do Sul, quando encontraram uma espécie de túnel, surpresos com o fato e ansiosos no que poderia ser alguma descoberta considerável, já que não estavam com sorte nos últimos dias, resolveram mandar um pequeno grupo de pessoas para explorar o buraco, e assim foi, 5 homens prenderam-se em cordas e desceram, tinha cerca de 12 metros de profundidade, era totalmente escuro e havia um cheiro de mofo no local, lá aparentemente só entrava ar pelo buraco de onde desceram, então a respiração era comprometida em certa parte lá dentro, mas determinados a superar estes pequenos desconfortos continuaram a descer os estudiosos, chegaram finalmente na base do buraco, o chão era liso como se fosse cerâmica, podia-se perceber que haviam entulhos no local, o que dava indícios de um desmoronamento, sacaram suas lanternas e ao ligarem uma surpresa! haviam artesanatos na pequena sala, algo que parecia-se com santos, e junto pequenas faixas com frases em algum idioma estranho, seguiram por um estreito corredor que levava o pequeno grupo até outra sala, esta já maior, e também iluminada, havia pequenas aberturas no teto por onde passava a luz, lá havia um pequeno pedestal com um livreto sobre ele e uma grande caixa de metal em frente o pedestal, o grupo aproxima-se tentando identificar o que acabavam de encontrar, perceberam então um símbolo na estranha caixa, era uma cruz, estranho! exclamou um dos estudiosos, "estranho pq?", por que esta cruz fazia parte de um grupo de sacerdotes que agia na época da inquisição, porém eles queimavam os corpos dos acusados de bruxaria e não os mumificavam!, interessados no artefato e ainda mais por causa da declaração do amigo eles decidiram abri-la, porém o mesmo era difícil, seria necessário ferramentas, então decidiram voltar outra hora, no outro dia então retornaram com serras que seriam o suficiente para rasgar o velho metal da caixa, porém foi de espanto de todos quando perceberam que se tratava de uma caixa de prata! e não de metal, mas mesmo assim seguiram o serviço, após horas conseguiram, o estalar da prata se rompendo ecoou pelo estreito local, produzindo um ranger assustador, a adrenalina tomou conta dos 5 que aguardavam a espessa nuvem de poeira produzida pelas laminas abaixar, depois já se avistava algo! realmente se tratava de um cadáver, eles o então retiraram com cuidado para que não se estragasse ou danificasse o velho corpo apodrecido, um cheio horrível se levantou após a abertura da caixa, perceberam que haviam mais ossos dentro da caixa, mas não ossos humanos, não dando importância retiraram o corpo e levaram a superfície para estudo...

O cadáver estava em um estado bom, considerando o local e condições que se encontrava, os estudiosos o levam para uma espécie de laboratório improvisado ali nas ruínas mesmo, após alguns estudos, não conseguiram retirar muitas informações dele, o deixaram de lado um momento para estudar o DNA que removeram, o dr dizia "Nunca vi nada igual", ele se impressionou com o fato das células do tecido retirado estarem se regenerando de tal maneira apenas sendo exposto ao ar, sem compreender continuou estudando, um grupo de iniciantes em medicina então se amontoou sobre o cadáver, queriam estuda-lo de ponta a ponta, o levaram até uma maca e pegaram aparelhos, estavam então o estudando, um dos estudiosos já mais experiente extressado com a euforia do grupo de novatos chega com uma expressão de desprezo na rosto, "Bando de ridículos, todos bobos com um simples cadáver", ele se encontrava com um bisturi nas mãos, então enfia o mesmo no cadáver, abrindo um corte no peito, os alunos se espantam com a atitude do homem, porém um aluno se espanta e também se indigna com o que fez, e pula para cima dele aos gritos, "Solte esta merda seu médico retardado!", começa uma disputa, os dois tentando ficar com o bisturi, porém em um movimento descuidado o senhor é quem acaba levando a pior, o garoto puxa o bisturi de sua mão trazendo junto um liquido espesso e avermelhado, o senhor teve seu braço cortado e sangrava muito, o garoto entra em desespero e tenta ajuda-lo, mas o orgulho falou mais alto e ele sai andando, pingando sangue e esbarrando nas coisas, pois já havia perdido sangue demais, estava desmaiando, mas com um kit de primeiro socorros já conseguiram resolver seu caso, uma moça muito prestativa disse que limparia a bagunça assim que a poeira baxaisse, porém para o espanto dela o sangue em torno da maca já estava limpo! ela sabe que os outros tinham certa preguiça para fazer faxina mas acreditou que alguém havia limpado, é quando sente um ar gélido em sua nuca, um pavor sem explicação toma conta de seu corpo, mas não havia nada para temer, ela se vira e se depara com um homem nú, jovem e belo, seus olhos a dominavam, sentia com se ele puxasse sua alma para si, então o homem se aproxima lentamente, beijando seus jovens lábios, aquela sensação, nunca havia sentido antes, é quando o êxtase começa a se tornar em dor, forte e profundo, escorria sangue pelo seu braço, mas nada a havia perfurado! a não ser os dentes do homem estranho, com sangue escorrendo de sua boca ele volta a morde-la, agora demonstrando raiva, ele a joga no canto da sala sendo surpreendido pela equipe de estudos, um velho tenta acerta-lo com um porrete mas é inútil, pois o misterioso homem se moveu rápido demais para o grupo perceber que ele já estava em suas costas, com um soco de forma sobrenatural ele arremeça um dos alunos contra a parede, e ali começa uma sangrenta chacina, ele havia despertado de seu sono eterno, e o mais certo era, ele despertou com fome, e não bastaria somente um grupo de jovens para saciar sua sede de sangue, isto foi apenas o aperitivo dizia ele rindo alto e pensando em quanto ele tinha para descobrir sobre este moderno mundo, agora a terra ira tremer novamente diante de meu poder, grande será a torre de cadáveres e ainda maior o pavor no olhar das pessoas, este é meu mais profundo desejo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coração

Aline sempre foi uma garota saudável, se alimentava bem e vivia uma vida tranquila, mas aos 18 anos descobriu que tinha uma doença rara no coração e para sua sobrevivência seria necessário um transplante, a família juntou fundos e fez de tudo para pagar o transplante pois sabia que se a deixasse na lista de espera ela não sobriveria, e assim foi, um coração foi comprado e o transplante foi feito com sucesso, a garota se sentia bem novamente, sem as dores no peito e sem as faltas de ar comuns a noite, porém sentia um mal estar desconhecido, algo a perturbava mas não sabia dizer o que era, mas se era assim não deu importância e seguiu sua rotina de sempre, mas mal ela sabia que sua vida estava para mudar!
De uns tempos para cá Aline começou a se sentir observada e tinha medo de dormir a noite, ela jurava que tinha alguém aos pés de sua cama todas as noites, todas não, somente as noites após ao transplante, ela foi conversar com o seu médico que a disse que isso podia ser um pequeno trauma após a cirurgia e que com algumas seções com uma psiquiatra estaria em novamente, ela aceitou a recomendação e marcou a primeira consulta, todas as conversas eram gravadas e mantidas em segredo entre o paciente e o psiquiatra.
1° consulta:
-Doutora eu acho que estou ficando louca, comecei a ter medo de dormir, medo de se olhar no espelho.
-acalme-se Aline isso nós iremos resolver, apenas me diga, quando isso começou?
-foi após a minha cirurgia de transplante de coração, eu tinha uma doença rara e tive de operar.
-hm e você passou mal durante a cirurgia? ou lembrasse de algo estranho?
-eu me lembro que na recuperação eu senti um frio estranho, estava calor mas eu me tremia toda, acho que era efeito dos remédios.
-pode ser mas, em caso de dúvida, caso você continue tendo esses problemas gostaria que você retorna-se a falar comigo, para continuarmos o tratamento ok?
-ok doutora com certeza eu virei.
-mas fique tranquila Aline não tem nenhum fantasma ti perseguindo, tome estes remédios, eles irão ti ajudar a dormir.
-está bem eu vou indo então doutora obrigada pela ajuda.
Aline vai para casa mais tranquila, talvez fosse tudo coisa da sua cabeça mesmo e um bom descanso ajudaria a esquecer tudo isso, ela chega em casa larga a bolsa em cima da mesa e vai ao banheiro, tira a roupa e vai tomar banho, estava até cantando pois estava bem, se sentia segura, ela sai do banho se veste e vai comer algo antes de dormir, seu telefone toca, no identificador mostra um numero desconhecido, ela então atende:
-Alô? 
-....
-Alô quem fala?
Ela começa a ouvir alguns ruídos, algo como um gemido, ela estranha pode ser apenas um trote, "ALÔ!" ela grita, mas nada mais se escuta, ela então toma seu remédio e se deita, esta noite ela dormiu bem.
Amanheceu e Aline se prepara para trabalhar, ela percebe que seu telefone tocou enquanto dormia e que havia algumas mensagens na secretaria eletrônica mas ela não quis ouvi-los e os apagou, tomou seu café e saiu, ela trabalha em uma agencia de telemarketing e vendia cartões de crédito, pela manhã seu trabalho foi normal, até que ela liga para um senhor para lhe oferecer o produto:
-Boa tarde com quem eu falo?
-quem está falando? (Voz de um senhor)
-Me chamo Aline e gostaria de apresentar ao senhor o nosso novo plano de..
-Me..me ajude, nã..não tenho mui..to tempo p..arafal..ar por..favor (Voz de uma garotinha)
-O senhor está ai? Alô! Alô!
A ligação cai, Aline segue seu serviço, mas não conseguia esquecer a estranha ligação que teve a tarde, ela pede para uma amiga se pode passar esta noite na casa dela, quando perguntou o motivo ela disse que se sentia um pouco sozinha, a amiga não recusou e disse que gostaria muito, e assim fez, foi para a casa da amiga Gabriele logo depois do serviço, as duas fizeram compras e foram para casa, já escurecia, Gabriele vai até a cozinha fazer pipocas e Aline fica na sala escolhendo um filme para assistirem, ela só via filmes de terror.
- Gabriele tu só tem filme de terror guria?
-A tu sabe que eu gosto desse tipo de coisa há há
-vamos assistir o filme assombração então acho que é o menos sinistro
-Sinistro Aline? Esses filmes são um monte de bobagens mas não consigo ficar sem eles há há
As duas assistem o filme e Aline pede licença e vai ao banheiro, chegando lá ela encontra um tufo de cabelos ao lado do vaso de Gabriele, porém os cabelos eram loiros e Gabriele sempre foi morena, ela estranha mas não fala nada, e volta a sala para assistir o filme, a noite passa e as duas vão trabalhar juntas, mais um dia de rotina e Aline vai para casa, liga as luzes e pega água na geladeira, quando se senta na mesa para ler seu jornal percebe cabelo em cima da mesa, da mesma cor que viu na casa de Gabriele, um longo fio de cabelo loiro, longo demais para ser dela, mas que droga é essa? Se perguntou, ela joga o cabelo no lixo, mas para seu espanto quando abre a lata ela encontra uma enorme quantidade de cabelo, quase que uma peruca inteira! Ela salta para trás com tamanho o susto, quem invadiria uma casa e deixaria cabelos no lixo? Ainda mais sem levar nada? Ela joga tudo em uma sacola e joga fora, a noite antes de dormir a mesma sensação voltou, Aline tremia em sua cama, parecia que alguém a observava mas ela não via ninguém, “tem alguém ai?” um forte vento passa por ela, mas a janela estava fechada, ela se assusta e bota a coberta por cima da cabeça e fica ali com medo, sente um apertão no seu pé, algo subia na cama, mas Aline não tem animais de estimação! Um frio em sua espinha, ela começa a suar frio e chorar, a coisa vem engatinhando em sua direção, ela sentia pequenas mãos que iam se movendo em cima dela, parecia uma criança até mesmo pelo peso, Aline se debatia de pavor, aquilo iria pega-la e iria agora, de repente sua coberta é puxada com muita força arremessando ela para um canto do quarto, Aline dispara um grito agudo e longo de pavor, ela não consegui abrir seus olhos, muitas coisas passavam pela sua cabeça, porem o silencio tomou conta do seu quarto, ela lentamente abria seus olhos e não enxergava nada! “mas o que? Eu não estou louca droga!” , o telefone toca e Aline tremia mais que o telefone que tocava como se a chamasse, ela segue em direção dele em passos lentos, se fosse algo importante iria espera-la, mas que tipo de ligação importante seria feito as 4 da manha? Ela pensou, quando puxou o telefone do gancho ela lentamente levantou até sua orelha, ela bem baixo disse “a..alô?” apenas um grito estrondoso se ouvia na outra linha, um grito horrível de como alguém sendo torturado, Aline joga o telefone longe e cai de joelhos, o grito ainda ecoava em sua cabeça, ela começou a chorar muito, estava enlouquecendo aos poucos, decidiu marcar outra consulta com a psiquiatra, precisava desabafar com alguém e talvez ela a intenderia.
Aline vai até o consultório da psiquiatra para contar dos últimos acontecidos, após terminar de contar tudo a doutora fala:
-Olha Aline, me parece que tu esta com um pouco de depressão, deve estar com trauma por causa da cirurgia.
-Mas que trauma é esse doutora? é tudo tão real, e outra, que doença é essa que ti faz ligações no meio da noite?
-A parte das ligações eu ainda não sei, tu pode estar com sindrome do pânico, esta doença ti coloca em situações de extremo pavor e é muito real
-a ponto de mexer com toda realidade doutora?
-Claro! já tive pacientes que tiveram crises em minha sala e eles estavam se afogando, como se estivessem no meio de uma tempestade no mar!
-bom mas o que podemos fazer quanto a isso?
-tu mora sozinha Aline, isso é um grande erro, queria que tu tentasse passar um tempo com alguém, ou então...
-então?
-se internar, para que tenha uma observação mais especial
-me internar doutora? eu não estou louca!
-eu não disse que está! apenas quero que tu consiga esquecer isto que está ti traumatizando!
-ok doutora vou pensar e ligo para ti com a resposta
-esta bem Aline se cuide.
Aline vai para casa e não consegue parar de pensar na proposta da doutora, se internar? isso seria em ultimo caso! não queria isso para ela, não agora que sua vida estava indo tão bem.
Aline estava tensa com essa proposta, tão nova e ter que se internar não era uma boa alternativa, então começou a esquecer esta opção, ela estava em seu apartamento e decidiu tentar achar uma solução ela mesma para isso, foi até a sua mãe e lhe perguntou onde havia sido comprado o tal coração usado na cirurgia, ela disse que foi de uma aldeia no interior, uma aldeia bem pequena, a dona havia falecido e usaram seu coração para reanimar Aline, ela pega o endereço e decide visitar a aldeia, chegando lá era um lugar muito pobre, poucas crianças por lá, tinha mais era idosos, Aline vai até uma pequena casa de madeira e bate, uma moça vem lhe atender:
-Oi quem é?
-Oi sou Aline e queria fazer algumas perguntas
-que perguntas moça?
-sabe de alguma guria que morreu recentemente aqui?
-sim moça todos os dias morre alguém por aqui
-m..mas e alguma que morreu e teve seu coração doado para transplante
-ah! a perturbada! sim eu sei sim por que?
-perturbada? por que a chamou assim?
-por que ela vivia sendo exorcizada, os pais dela diziam que ela era possuída por demônios mas nada a curava, então no último exorcismo ela morreu
-nossa! obrigado era só isso que queria saber
   Aline vai para seu apartamento, será que o demônio havia passado junto com o coração da guria? Aline não acreditava muito nessas coisas mas nessa hora de desespero seria uma possibilidade, então ela teria de ver um padre, e tirar suas dúvidas!
ela vai até uma pequena igreja que tinha em sua cidade, ao entrar sente um mau estar, uma pressão em seu peito, mas sabia que tinha de continuar, ela vai em direção ao padre que estava em frente ao altar, ela o cumprimenta e pede alguns minutos para conversar, diz que é importante, ele aceita seu pedido:
-Padre, preciso de conselhos do senhor
-o que esta acontecendo moça?
-Após uma cirurgia de tansplante de coração venho tendo alucinações, já fui ver médicos e só sabem dizer que é trauma
-mas o que tu vê?
-vejo vultos, recebo ligações estranhas
-o que tu acha que é?
-eu não sei padre, mas fui até o local onde a doadora morava, e disseram que ele também via essas coisas, e que morreu em um exorcismo
-e tu quer que alguém ti exorcize é isso Aline?
-é...e.eu.. mas como sabe meu nome?
-Deus me disse cara Aline
Aline estava mais confusa ainda agora
-o senhor pode então me ajudar?
-bom no seu caso eu terei de pedir ajuda, mas sei quem pode
 Ela talvez finalmente se livraria desse tormento, mesmo sabendo que a outra garota morreu desta forma, ela teria de arriscar, não aguentava mais.
O padre pede que Aline volta no outro dia, pois ele teria de chamar um velho amigo, que era bom em exorcismo, juntos ele teria mais segurança na hora do ritual, ela aceitou e retornou no outro dia, ela chega na igreja e vê algumas freiras na porta da igreja, junto estava o padre e mais um outro senhor.
-Ah! Tu chegou Aline venha. Disse o padre
-Bom dia padre.
-este é meu amigo que lhe falei Aline, ele se chama Fabricio, e será de grande ajuda hoje
-Olá Fabricio, Aline estende a mão
-Olá cara Aline. Fabricio a cumprimenta
   Todos entram e Aline percebe uma cama no meio da igreja, junto tinha algumas cordas nas extremidades da cama, o padre pergunta se ela está pronta e ela diz que pouco assustada mas que esta pronta, eles a deitam nesta cama e amarram suas pernas e braços, “para que tudo isso padre?” pergunta Aline com uma cara de assustada, “somente segurança minha cara” responde o padre com um sorriso amigável, o padre pega sua bíblia e Fabricio faz o mesmo, eles começam a rezar e Aline sente um aperto no seu peito, sentia como se algo a esmagasse, os padres aumentaram a intensidade das palavras, Aline começou a sentir calor, sentia-se em uma fogueira, seus pés estavam quentes, era um calor que vinha de seus pés e ia subindo até que ela não aguentando mais solta um grito e fica desacordada, o padre se assusta e quando ele se aproxima o padre Fabricio o puxa pelo braço, “esta tudo bem” disse ele, quando o padre ia se afastando Aline abre os olhos com uma cor escura, ela começa a se debater na cama, percebendo que estava amarrada começa a gritar.
-AHHHHHHHHHH achas que somente estas cordinhas me prenderão padre?
Ele continua rezando
-há háháhá padres ridículos, vocês não tem fé em sim mesmos e querem me tirar daqui? Há háhá
  O padre Fabricio se aproxima com um crucifixo e o aperta na testa de Aline, ela solta um grito pavoroso, sua voz era grossa e rouca, na testa dela fica a marca do crucifixo, ela começa a criar mais força, as cadeiras da igreja tremiam, umas sendo arremessadas contra as outras, o padre chama as freiras que estavam na porta e pede que rezem junto com eles, agora eram 5 rezando, Aline ria alto, suas gargalhadas faziam uma das freiras se estremecer, “EU SINTO O MEDO DE TI FREIRA RIDICULA, QUER SER SANTA MAS PECA MAIS DO QUE EU HÁ HÁHÁ”, Aline consegue soltar um dos braços, sua aparência estava horrível, pele pálida, olhos fundos, o padre Fabricio começa a rezar em latim, o que parece estar fazendo mais efeito, isto acalmou um pouco Aline, uma feira se aproxima para ver como ela estava, antes que Fabricio pudesse avisa-la Aline já havia lhe agarrado o pescoço, ela estrangulava a freira com uma força desumana, o padre tenta soltar a freira mas com sua idade não tinha mais tanta força, o padre Fabricio continuava as orações, mas parecia que nada adiantava, a freira estava pálida, até que seu ultimo ar foi perdido causando sua morte, seu corpo ficou jogado ao lado da cama, o padre entrou em pânico, ele se senta e desaba em lagrimas, Fabricio diz “levanta padre, não é hora para desespero!”, com esta pausa nas orações foi o suficiente para Aline aumentar suas forças e arrancar as cordas de seu outro braço, ela se desamarra e parte para cima do padre que estava chorando caído ao chão, ela parte para cima gritando, “AGORA TIRAREI TUA SANTIDADE PADRE HÁ HÁHÁ, EU SEI QUE TU QUER!”,        Aline insinuava uma transa com o padre que não tinha forças para tira-la de cima dele, as freiras tentam retirar Aline mas ela as joga para trás com um empurrão, ela corre até o altar e quebra a cruz que estava ali, o padre Fabricio começa a gritar em latim, Aline cai no chão se contorcendo, parecia que o padre estava vencendo.
-SAIA DELA AGORA!
-NUNCAAAAAAAAA!!! ELA É MINHA!
-SAIA VOCÊ NÃO É DONO DELA! EU O ORDENO QUE SAIA!
-NÃOOOOOOOOOO, SE NÃO FOR PARA TELA NÃO SERÁ DE MAIS NINGUÉM!
-SAIA ESPIRITO IMUNDO!
  Os bancos que estavam quebrados aos cantos da sala se remexiam, Aline corre na direção deles e junta um pedaço de um dos bancos.
-TU NÃO PODE ME AGREDIR DEMONIO! O PODER DE DEUS ME PROTEGERÁ!
-HÁ HÁHÁ TU TALVEZ EU NÃO POSSA SEU PADRE RIDICULO! MAS VEJO QUE TUAS FREIRAS E TEU PADRE MEDIOCRES NÃO TINHAM FÉ! HÁ HÁHÁ
-EU TI ORDENO QUE SAIA AGORA!
-ESTOU SAINDO PADRE! POUPE TUAS PALAVRAS PARA A PROXIMA VEZ QUE NOS VERMOS! HÁ HÁHÁ
  Aline olha para o padre Fabricio com um olhar de vingança, e ao soltar um grande grito enfia o pedaço de madeira no próprio peito, seu corpo cai no chão, Aline retoma sua consciência, infelizmente ela só conseguiu voltar na sua hora final, o padre Fabricio se aproxima dela, “eu sinto muito Aline, era algo que eu não pude combater”, Aline começava a cuspir sangue, “tu..tudo..b..bem pad..re..obri..ga..da”, estas foram suas ultimas palavras, Aline morreu ali mesmo, caída sobre o solo santo da igreja, o padre entrou em depressão e caiu em um mundo de pecado e prazeres, se envolveu com drogas e acabou falecendo com uma overdose, as freiras ninguém mais viu, e o padre Fabricio se afastou um pouco da igreja, mas ainda buscava o conhecimento sobre as criaturas do inferno, quem sabe um dia conseguiria vencer aquele demônio que prometeu voltar.  [FIM].

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A cigana.

Pedro estava viajando para uma pequena cidade do interior para fazer uma visita a sua mãe que não via a muito tempo, ele ja estava a muito tempo na estrada e decide pegar um atalho, segue então por uma estrada de terra que daria direto na cidade, e quando ele está passando por um vasto campo percebe uma espécie de acampamento, lá ele ve muitas crianças paradas na frente das barracas, sem dar importancia segue, ele passa por um posto de gasolina para abastecer, e enquanto o garoto enchia o tanque ele fala:
-Hei garoto quem são as crianças que estão acampando nesta epoca do ano por aqui?
- acampamento?! aonde senhor?
- a alguns metros para lá
- o senhor deve estar enganado, não há ninguem acampando lá
- bom mas eu vi as crianças lá garoto
- ninguem acampa mais lá depois que os ciganos sairam, aquele lugar não é bom!
- deve ser alguma familia então devo ter me enganado 
Pedro segue viajem, quando chega na pequena cidade ve que estão fazendo uma grande reforma, ele quando chega na casa de sua mãe pergunta a ela o que que estão reformando, afinal sempre deixaram esta cidade para segundo plano, ela então explica que a reforma é pelo motivo do grande incendio que tomou conta da cidade, ninguem sabe dizer a causa, alguns acreditam que seja os baderneiros da cidade grande mas estaremos os esperando da próxima vez.
Chega a noite e Pedro então vai dormir, e teve um sonho um tanto quanto curioso, estava em um grande campo florido, ali havia muitos animais de varias especies que viviam em harmonia, quando derrepente aparece uma serpente no sonho e o ceu escurece, as plantas murcham e os animais estavam agora agonizando como se estivessem a semanas sem comer, ele então acorda no meio da madrugada, estava muito assustado, então resolve sair para beber um copo d'água, quando acende a luz do quarto ve um garoto o observando no canto do quarto, ele estava usando umas roupas bem sujas e remendadas, seus pés estavam descalços e ele tinha as pupilas dos olhos dilatadas, o homem apavorado fecha os olhos e começa a rezar para que aquilo sumisse e quando abre os olhos realmente havia dado certo, ao amanhacer ele conta para sua mãe que fica chocada, até demais percebeu Pedro, o que houve mãe? a senhora esta suando frio, meu filho! são as crianças! disse a mãe ja com lagrimas nos olhos, que crianças? o que houve? vou lhe esplicar meu filho:
- Antigamente quando ainda era casada com seu pai ele descobriu que eu era cigana, e pelo preconceito que tinha pegou você e fugiu para longe me deixando sozinha nas ruas, eu então voltei para o acampamento de ciganas, lá eu dava aulas paras as crianças em uma pequena casa que nos foi doada, pelo o que me aconteceu de ser afastada de ti, eu entrei em depressão, queria me matar, então no intervalo da aula eu fui ao banheiro com um galão de gasolina e joguei em todo o banheiro, mas na hora de tocar fogo não tive coragem e mesmo muito abalada voltei para a aula, eu tinha uma péssima mania de fumar no meio das instruções e quando o cigarro acabava eu pedia para um aluno jogar o toco de cigarro na lixeira do banheiro, e neste dia não foi diferente, porém quando lembrei do que iria acontecer ja era tarde, o garoto jogou o cigarro na lixeira e o mesmo ateou fogo na gasolina, a pequena foi tomada rapidamente pelas chamas, eu sai correndo para pedir ajuda, foi quando o telhado desabou prendendo as crianças, as fazendo morrer carbonizadas, quando me perguntaram o que havia acontecido eu disse que não sabia, que podia ser um lampeão que havia se quebrado e causado o incendio, mas as crianças sabem da verdade! e agora querem vingança!
Nessa hora a lampada da sala quebra, ouvesse um cantarolar bem baixinho, era voz de crianças, a mulher se apavora, nisso aparece as crianças fazendo um circulo em volta deles, eles cantavam uma canção bem bonita, então eles mudam de canção, começam a cantar em uma lingua desconhecida, e nisso o ar começa a ficar abafado, a temperatura aumenta e na sala surge uma fagulha, esta fagulha começa a tomar forma de chamas e começa a queimar a casa, os dois tentam fugir mas as portas e janelas se fecham deixando os dois presos, alguns minutos depois só restava as cinzas da casa junto a dois corpos carbonizados, a população hoje em dia diz ouvir a noite uma linda canção as noites mas ao procurarem a fonte dela nada se encontra. [FIM]

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Inspiração

bom tava sem nada pra fazer e vim escrever no Blog -q só mostra algumas musicas que costumo escutar quando eu estou escrevendo, acho que ajuda bastante pra alimentar a imaginação umas sem sentido outras pra entrar no clima da história mesmo =P algumas delas são:




Bom essas são algumas musicas que costumo escutar enquanto escrevo. abraços e até mais ;D

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Hospital Drake


Estamos em Janeiro de 1850, e já posso dizer que este foi o pior ano de minha humilde vida, não só minha mas de muitos outros que aqui estão comigo, dividindo a mesma angústia, a mesma dor, passamos por algo desumano, algo que foi além de nossos limites, infelizmente a palavra limite não saia da boca daqueles animais imundos, eles foram ao extremo por pura diversão, mas antes de seguir esta história deixe-me apresentar, me chamo Tiago, dei entrada no hospital Drake a um ano atrás, eles prometeram ao povo a cura da tuberculose, e de outras doenças que devastavam aos poucos a população, sendo obrigados a abraçar qualquer oportunidade que aparecesse, todos iam para lá, pois ninguém tinha condições de pagar um bom médico, mas havia um boato de que por trás dessa bondade toda, havia uma verdade sinistra, e infelizmente eu tive de viver esta verdade, tive de sentir até o fundo de minha alma o que é ser um paciente do sinistro Drake, ao longo deste ano eu escrevi em um pequeno diário alguns pensamentos, e ao decorrer da entrevista contarei o que vi e vivi neste lugar amaldiçoado, mas a partir de agora, veja-me apenas como mais um paciente condenado.
1° de Janeiro de 1850.
"Chego ao hospital, o ligar é limpo, mas pouco organizado, há pacientes espalhados em todo lugar que olho, alguns muito doentes, vomitando sangue, outros aguardando a morte, será que ficarei assim em breve?".
Tiago era um rapaz jovem e curioso, ele ficava andando o dia inteiro para lá e para cá, esse hospital era estranho, não tinha lá muitas regras, nem enfermeiras que ficavam repreendendo os pacientes bagunceiros, era tudo uma bagunça, até que chegava a hora marcada de seu tratamento, dai eles chamavam pelo seu nome e tu seguia até uma sala de porta estranha, era uma porta dupla de ferro, tinha duas pequenas janelas mas que estavam cobertas por algo, quando a porta se abria dava para ver que os médicos usavam roupas estranhas, e não somente um jaleco, que tipo de tratamento eles faziam ali? era o que Tiago se perguntava, ele decidiu descobrir ele mesmo, saiu a conversar com os pacientes e se dirigiu a um senhor que estava sentado em frente a janela.
Tiago: Bo..bom dia senhor!
Senhor: *Acenou com a cabeça*
Tiago: bom queria tirar uma duvida, alguns me disseram que o senhor está a tempo aqui, como funciona o tratamento?
Senhor: ainda não fui tratado meu jovem, estou a espera.
Tiago: co..como assim? por que não? e os que são tratados, mostraram alguma melhora?
Senhor: não sei, os que vão para os exames nunca mais voltam, devem ficar em quarentena ou talvez algo pior.
Tiago arregalou seus olhos, que tratamento é este? será que somos isolados depois dele? ou quem sabe nem todos resistam aos métodos usados, quero saber disto antes de passar por ele, pode ser que eu também não resista!
2 de Janeiro de 1850
"As coisas estão ficando difíceis, tenho certa desconfiança sobre este lugar, e agora as portas foram trancadas, apenas disseram que ninguém sairá até que todos sejam curados, estou ficando com medo."
Tiago vê que estão chamando mais um paciente, ele os segue escondido por entre as outras pessoas, quando a porta dupla se abre ele pelo lado coloca um pequeno pedaço de madeira no meio dela, para que fique uma fresta aberta, e funcionou, esperou um momento, criou coragem e abriu a porta, logo a sua frente havia algumas roupas iguais as dos médicos penduradas, ele logo percebeu sua chance e pegou uma, ele se vestiu rapidamente e começou a andar pelo longo corredor, ao longo dele novos corredores surgiam e também haviam muitas portas, ele passava até que vê que o paciente a recém chamado estava nela, ele fica observando pela janela, eles pegam o homem e o botam sentado em um banco no meio da sala, ele estava com as mãos amarradas, eles soltam uma e o arrastam até uma banheira ao lado dele, lá saia um vapor estranho, esta sala saia um ar muito frio, eles enfiam o braço do homem nesta banheira, ele tremia de frio, seus lábios já estavam brancos, eles pegam colheres e ficam jogando a água de dentro da banheira sobre o braço do homem, que gritava desesperado, eles levantam seu braço e estava a ponto de congelar, novamente o enfiam na banheira, e com mais algumas colheres de água congelada eles conseguem congelar totalmente o braço do homem, eles o levam até a mesa ao centro da sala e esticam seu braço sobre ela, ele estava quase tendo hipotermia, quando um dos médicos venho com um martelo, mirou a mesa e deu um golpe direto no braço congelado, um grito desesperado de dor foi solto, o homem chorava como criança, seu braço agora era só um pedaço de gelo espalhado no chão, Tiago saiu correndo pelo corredor, "o que é isso? é este o tratamento?", pensou Tiago em estado de choque, tenho de descobrir, e depois contar a verdade as autoridades!.

Tiago continuou andando pelo longo corredor, mas agora temendo ver mais alguma cena de crueldade, “será isso mesmo?!”, um médico venho em sua direção, “Olá amigo!”, “O-Olá” respondeu Tiago, “tu não ta vendo o grande tratamento?! Há há!”, “qu..qual?”, “venha comigo, tu deve ser o novato de que me falaram”, Tiago seguiu o sinistro homem que andava com um sorriso malicioso em seu rosto, ele o levou até uma grande sala com algumas macas e em cima delas choveiros, foram levadas até a sala 5 pessoas, o médico disse, “ah! Bem na hora!”, os médicos deitaram as pessoas nessas macas e as amarraram, “queremos saber os efeitos do medo em uma pessoa sabe?”, pedaços de carne foram pendurados nos braços e pernas dos pacientes, e os médicos sairam da sala, o silêncio tomou conta do ligar, até ser cortado pelo forte eco de latidos, de que pareciam ser mais de monstros, Tiago ve uma pequena porta se abrindo, e de lá sairem 5 cachorros enormes com suas bocas cobertas de baba, o que aparentava estarem famintos, logo foram para cima das pessoas que gritavam desesperadas, junto dos pedaços de carne que eram dilacerados pelos grandes dentes dos cachorros famintos os braços e pernas eram machucados, uma criança que estava amarrada na ultima cama tinha seu braço sendo mastigado por dois cães, que a mataram devido uma hemorragia que se criou, após eles ferirem gravemente as pessoas nos braços pernas e até nos seus rostos os médicos entraram com armas tranquilizantes e parararm os animais, “muito bom meus caros! Dessa vez só um paciente morreu há há”, os pacientes se entre olhavam com agonia, será que já havia acabado essa tortura?, “agora vamos ao passo dois!”, e tres médicos entraram na sala com bandeijas nas mãos, nestas bandeijas continham temperos, como os de cozinha mesmo, eles foram até uma mulher que tinha seu braço sangrande muito, “não te preoculpa minha querida, iremos estancar tua ferida!”, ele mergulhou um pano em vinagre e passou no braço ferido da paciente, um grito de desespero foi solto na mesma hora, seu braço ardia como fogo e ela nada podia fazer, após isso jogaram sal em suas pernas e a deixaram agonizar, “pronto pronto já esta parando de sangrar, depois veremos como ficará a infecção há há”, foram em direção ao segundo paciente, “senhor! Senhor! Não seria melhor deixarmos o novato fazer este?! Afinal ele só esta se divertindo olhando!”, Tiago arregalou seus olhos e um tremor tomou conta de seus olhos, “oh! Claro havia me esquecido do novato, venha cá garoto!”, Tiago se aproximou, na sua mão foi entregue um bisturi, “passe lentamente nas feridas acompanhando o contorno dos membros, queremos saber se a ferida corta com mais facilidade que a perna sem machucados!” e liberou um sorriso maldoso, Tiago pensou *vou testar se os membros dele sem machucado cortam com mais facilidade!*, mas desistiu disso, seria suicidio, e para conseguir completar seu plano teria de entrar nessa brincadeira doentia, ele se aproximou do homem que o olhava com pavor, como quem sabia quem ele era, Tiago abriu mão de sua humanidade e começou a fatiar lentamente os braços e pernas do homem que gritava desesperado, uma mordaça o foi colocado, aos poucos Tiago cortava cada vez com mais facilidade, e a cada corte os gritos do paciente o encomodavam menos, e isso perturbava Tiago, mas ele continuou pelo seu próprio bem, após fatiar o paciente eles viram que o mesmo não resistiu, todos bateram palmas para Tiago que os olhavam com olhar de satisfeito, eles torturaram os outros dois pacientes e se retiraram do local, Tiago pede se pode sair para respirar no patio, e a resposta foi sim, ele se retirou pela porta dos fundos, e viu um local de onde podia sair do hospital, disfarçada-mente ele seguiu para o muro e com facilidade o saltou, pois Tiago quando mais jovem tinha de roubar para sobreviver, ele foi direto na direção das autoridades, e contou toda a verdade, uma investigação se iniciou e dezenas de cadaveres foram encontrados, todos os médicos envolvidos foram presos, e alguns executados, os pacientes foram libertos e mandados a um hospital de verdade, o hospital Drake foi demolido e só ficou inteiro nas lembranças daqueles que passaram parte de suas vidas nele.
15 de Janeiro de 1850
“Acordo com uma vontade estranha, estava sentindo falta de algo, então irei sacia-lá como fiz da primeira vez”
 Tiago se levanta e pega o bisturi que usou aquela noite no hospital Drake, ele sai as ruas a procura de algum “paciente” que ele possa curar, seus olhos tinham raiva, e seu sorriso era sádico, ele vai em direção a uma moça que passava em frente a um beco, ele para ela e pede fogo para seu cigarro, quando ela baixa o olhar para sua bolsa ele a agarra e a arrasta, ali ele a estrupou e após cortar seu pesocoço ficou um bom tempo olhando e sentindo prazer vendo o sangue dela escorrer pela calçada, Tiago já não existia mais, as autoridades o chamavam de o “Maniaco do bisturi”, e nascia ali um dos mais crueis seriais Killers. [FIM]

sábado, 3 de setembro de 2011

A INVASÃO DE SANTEREZ - PARTE 2/3


Por outro lado, conhecia uma meia dúzia de funcionários da polícia urbana que costumavam ir até lá e farrear com os guardas florestais. Ela mesma andara saindo às escondidas com um deles pouco depois de conhecer seu marido, mas antes de apaixonar-se por ele. Mesmo assim se arrependia deveras por nunca ter se embrenhado na mata com o federal bonitão. Agora, casada e com um filho pra nascer, esforçava-se para esquecer as brincadeiras do passado e, mesmo amando o companheiro, não reclamar pelas coisas que deixou de experimentar
O telefone de emergências tocou novamente
Ela dirigiu-se lentamente para o aparelho em cima de sua mesa esperando que ele parasse de tocar. Mandar viaturas para averiguar denúncias falsas de marginais tentando invadir residências de garotos dentuços era tudo o que ela não precisava em sua última noite de trabalho antes da licença a maternidade
Irritada, ela sacou o fone do gancho. “Delegacia de poli...” Tentou dizer, mas uma voz alta e distorcida a interrompeu
“Aqui é do pos... Estamos... de aj... Aqui!”
Marian não conseguiu entender do que se tratava
“Delegacia de polícia de Santerez. Posso ajuda-lo?
Mesmo sabendo que devia ser um trote, a agente tinha o dever de tentar obter o máximo de informações sobre toda e qualquer ligação; sobretudo no meio da madrugada
Os ruídos no outro lado da linha silenciaram de repente. Depois a voz tornou a gritar
“Ajuda!”
Era uma voz masculina; adulta. E Marian não pensou mais que se tratasse de um trote.
“enviaremos ajuda senhor. O que está havendo? Pode falar mais? Se não puder, desligue e ligue novamente pra eu saber que está me ouvindo. Pode fazer isso?”
Por alguns segundos, não houve qualquer sinal de que o outro lado houvesse entendido o que Marian dissera. Depois, no entanto, uma voz soou de novo. Era apenas um sussurro, mas trouxe com ela a impressão de que algo muito errado estava realmente em andamento.
“Marian? É você?”
“Policial Marian falando. Positivo. Quem é?”
Novamente os ruídos tomaram conta da ligação. A agente olhou pela janela e viu que o vento uivante de outrora dera então vez a uma chuva torrencial.
“...uma coisa horrível... aqui...” falaram do outro lado. “Ajuda, ajuda, Ibanez, Ibanez!”
Marian sentou-se em sua poltrona. A voz do outro lado da linha era de Camilo Ibanez, o guarda florestal com quem traíra seu marido. Sentiu um impulso de desligar, mas, por outro lado, a voz do homem parecia tão desesperada que algo realmente grave poderia estar acontecendo