Novos postadores.

Procuro novos membros para a equipe Tenebrae, para aqueles que estiverem interessados basta entrar em contato comigo (Filipe Tenebrae), seja por comentários no blog ou mesmo por msn (s.o.a.d._dead@hotmail.com) espero que estejam gostando dos posts abraços.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A neve


Sinto os dedos gelarem
Realmente é como imaginava
Essa imensidão de branco
A neve deveria ser sagrada

Ela é bela
Mas também é traiçoeira
Não grite em uma montanha
Não faça esta besteira

Apenas observe
Sua beleza esplendida
Sinto-me igual a ela
Nossa frieza é idêntica

Igualmente passamos despercebidos
Pelo fato de estarmos no chão
Ninguém sequer da importância
Se estivermos sendo maltratados ou não

Muitos caçoam disso
Comparar-me a neve
Então aumente o tom de voz
E veja como uma avalanche acontece.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Precipicio


Deitado a beira do precipício 
Observando eu penso
Será que chegou minha hora?
Ainda tenho tempo?

Há tanto a se ver
Mas o tempo vai depressa
Não temos tempo a se lamentar
Nem para se fazer promessas

Eu nunca imaginaria
Que acabaria deste jeito
Vejo-me saltando daqui
Libertando-me deste medo

Talvez seja medo de enfrentar
Aquilo que eu mesmo criei
Minhas manias transformaram-me
Em um orgulhoso rei

Que só enxerga o que quer
Sem aceitar nenhuma opinião
Por isso em meu velório
Ninguém carregara o meu caixão

Até então estava bem
Mas sei que falta algo
Talvez seja uma companhia
Alguém aqui do meu lado

Até mesmo o mais poderoso rei
Precisa de uma rainha
Afinal, não nascemos por conta
A vida não se vive sozinha

Mas o fim podemos ver
E hoje eu vejo o meu
O que temia venho
Derrubando este empoeirado véu

A imagem de forte
Não me acompanha mais
Aqui deixo minha história
E tudo o que amei para trás

Lamento a quem devia
Realmente me importei
Talvez haja mesmo um inferno
E lá encontrarei com vocês.

Efeito do tempo.

Campos vastos
Tapados de verde e vermelho
Há tantas plantas espalhadas
Eu posso sentir seus cheiros

Doce como o mel
Que saboreava com vontade
Mas que foi se perdendo o gosto
Com o passar da idade

Pássaros aqui voavam
Acordando-me com seu belo assovio
Agora seus corpos enfeitam as árvores
Dando nelas um aspecto sombrio

O cão que dormia aos meus pés
Brincando o tempo todo
Esta apodrecendo sua carcaça
Esta sumindo aos poucos

A minha bela garota
A quem eu chamava de meu amor
Esfaqueou-me pelas costas
Deixando-me agonizar na dor

Dor que me fez enxergar
Como a realidade é
Não podemos pensar somente no agora
Sempre teremos o que aprender

Porém por aqui ficarei
Junto dos pássaros e do cão
Meu corpo esta apodrecendo
E logo sumirá deste verde chão

Outros também irão se deitar
E observar este lindo cenário
A vida realmente é bela
Quando não se acompanha o tempo no relógio.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ciclo

Um insulto
Um sentimento
Uma conseqüência
Um tormento
Um trauma
Uma solução
Uma saída
Uma imensidão
Uma queda
Um corte
Um líquido
Uma morte
Uma passagem
Uma tarde
Um tempo
Uma eternidade
Um nascimento
Uma lembrança
Uma tristeza
Uma semelhança
Um insulto
Um sentimento...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Vazio



Um corpo
Nada mais do que isso
Parece que falta algo
Mas não o identifico

Com o passar do tempo
Muitos dizem que basta
Um pouco de amor
Que pra tudo é a resposta

Talvez seja isto
Que deixe esta sensação
Mas poucos entendem o motivo
Daqueles que disso abrem mão

Não é por opção
Não é por frieza
É por simplesmente cansar
De a vida ser desta maneira

Só há desgraça no mundo
Pessoas falsas ti apunhalando
Como vou sentir amor nisto
Quando o ódio é distribuído

Basta olharmos em volta
Para ver como esta geração esta perdida
Ninguém procura algo de bom
Um motivo para se seguir esta vida

Só há pessoas padrões
Com os mesmos pensamentos
Não siga isto e prepare-se
Para ser julgado a todo o tempo

Então não me critique
Quando ler o que estou escrevendo
Meu vazio não nasceu comigo
E sim com o tempo foi crescendo

Depois de ver tanta podridão
Como posso acreditar no amor?
Só vejo motivos para me fechar
E para eu mesmo causar dor

Em meu corpo carrego
Marcas de penitencia
Muitos dizem que isso é errado
Que tenho certa demência

O que eu tenho
Não tem como descrever
Nem mesmo um amor platônico
Poderia fazer isso desaparecer

Mas não se preocupe com isso
Sigo meu caminho normalmente
Como uma sombra na sociedade
Vagando eternamente

Com um vazio em minha alma
Que permanecerá assim
Até que minha morte chegue
E desta triste história me de um fim.

Tenebrae.

domingo, 5 de agosto de 2012

Para minha irmã Giulia.


Quando eu caminhava
Por uma estrada tomada em trevas
Uma Luz me guiou
E eu segui sem percas

Essa luz então
Cada vez mais forte pulsava
Percebi então
Que era ela quem me sustentava

Quando eu senti fome
Ela quem me alimentou
Quando eu senti frio
Sua luz quem me esquentou

Sinto assim
Que somos ligados
Não crescemos juntos
Mas estamos lado a lado

Podemos não carregar
O mesmo sangue nas veias
Mas sei que o que temos
Vai além de todas as barreiras

Somos irmãos de alma
E agradeço por isso
Obrigado por me fazer sorrir
E se importar tanto comigo

Espero que um dia
A dor que compartilhamos passe
E nos reste neste mundo
Um pouco de felicidade

Irmãos.


Estou aqui deitado
Cansado de pensar
Em tudo que me perturba
E decidi ir descansar

Para o nada eu fui
Levando somente a solidão
Pois ela sempre esteve comigo
Somo quase como irmãos

Pode parecer estranho
Mas isso é verdade
Ela sempre esteve aqui
E sempre me falou a verdade

Fui a ela destinado
E a ela pertenço
Solidão que me segue
Do meu nascimento ao meu enterro

Então vagarei
Para o vazio novamente
Até que algo faça
A solidão seguir em frente

Porém eu sei bem
Que nada irá mudar
Não importa o que aconteça
Ela a mim irá voltar

Pois não há ninguém
Que me entenda como ela
Solidão ti peço
Permaneça comigo e não me esqueça.